terça-feira, 1 de setembro de 2009

XXIII ENCONTRO CANOA ECOLÓGICA - JARAGUÁ DO SUL - BARRA VELHA 05.09.09



Se você tem uma foto da maratona e quer que ela esteja no blog, envie para gumamanske@gmail.com.


Acordei 04:20 da madruga para ir no clube ajudar nos último preparativos para a maratona. 5:00 da manhã estava na frente do clube esperando o resto do pessoal da equipe de apoio. No clube foi pego os equipamentos necessários além de feitos os sanduíches que seriam entregues durante todo o dia para os canoístas. Colocados os caiaques e equipamentos nos caminhões, bora pro local da largada, Represa de Guaramirim.

Na represa juntaram-se todos os canoístas e o pessoal do apoio. Alongamento leve, pose para fotos, largar! A largada foi as 08h00min. Tempo ainda estava nublado, mas já apareciam uns raios de sol de vez em quando. 30 min. após de largar, la vem ele, com toda força e graça, o sol! Que sofrimento, um calor infernal foi tomando conta de todo mundo, eu soava demais, me ardia os olhos, e minha lycra preta me cozinhava haeuaeh. Após a primeira das várias paradas, o sol se aquietou um pouco e ficou muito agradável a remada. O rio estava um pouco acima de seu nível normal, por isso predominava a cor barrenta. De parada em parada, comendo chocolate, banana, sanduíches e tomando muito água, chegamos no Salto Guamiranga. Hora do almoço, um delicioso risoto nos esperava. Um breve descanso para recuperar as energias, e de novo colocar os caiaques na água. Essa segunda etapa da maratona é de broxar qualquer um, o rio fica mais largo, trechos razos reduzem a velocidade do caiaque/canoa, e o vento que vem do litoral se torna cada vez mais forte. Nessa segunda etapa um número bem menor de canoístas realiza, por ter grandes retas e poucas paradas, é necessário um ótimo preparo físico e mental. Da parada dos trapiches até a boca da barra, somente os “guerreiros” remaram, diria uns 15, ou pouco mais talvez. Quando chegaram na boca da barra estes estavam visivelmente esgotados. O vento estava muito forte, a maré estava vazante e o frio era de arrepiar. O pessoal que foi desistindo durante o percurso, na boca da barra volta para a água, para remar o útimo e talvez o mais penoso trecho, da boca da barra até o final da lagoa, no centro de Barra Velha. Caiaques e canoas na água, e lá fomos nós. O vento era no mínimo irritante! Porque a maré contra nós já era um desafio e vento lateral só piorou a situação. Quem não tinha leme sofria para manter o caiaque em linha reta. Era mais ou menos assim, três remadas fortes do lado esquerdo e uma leve no direito. A uns 200m todos os canoístas pararam para alinhar os barcos, e chegar junto até o fim. Remamos esse trajeto alinhados até 50m da chegada, quando cada um explodiu o restante força que tinha para a arrancada final. Chegamos!!! O sorriso cansado e comovente nessa hora estava estampado no rosto de cada participante, aos estouros dos foguetes e salva de palmas dos que assistiram tudo em terra firme. À noite um jantar saboroso no restaurante e a entrega da premiação.

Ao todo remaram 57 canoístas, catarinenses, gaúchos e paranaenses.

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